Por Jornal de Negócios - Julho/09 - Sebrae/SP
No ano passado, o segmento de comércio eletrônico faturou R$ 8,2 bilhões; para este ano, a perspectiva é chegar aos R$ 10 bilhões. Nunca antes houve tantas pessoas dispostas a comprar pela internet. Em 2001, o número de e-consumidores era de 1,1 milhão. Até o final de 2008, já somavam 13,2 milhões de pessoas, segundo a última pesquisa NielsenNetratings, da consultoria Nielsen.
Portanto, se sua empresa ainda não aparece na internet, você pode perder a grande chance de faturar nesse segmento. "Para donos de micro e pequenas empresas, o universo virtual é ainda mais atrativo. È o único lugar em que o pequeno tem chances de brigar com os grandes" aponta Gerson Rolim, diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.
Rolim explica que, na net, não tem frente de loja maior, mais chamativa e em um ponto melhor. "Todos têm o mesmo tamanho de página de abertura". Ele também diz que na internet o pequeno pode 'pegar carona' em grandes marcas. "Se ele tem parceria com os Correios para fazer a entrega de suas mercadorias, pode colocar o link da Instituição em sua página, bem como o das operadoras de cartão de crédito", explica. Isso dá credibilidade.
Um desses empresários que já lucra fazendo comércio pela rede é a designer Denize Barros, dona da loja virtual La Reina Madre. Tudo começou com um blog em 2007, no qual Denize vendia suas criações: peças em tecido e de edição limitada, como bolsas, sapatos e objetos para decoração.
Começou vendendo para as amigas, uma foi falando para a outra e, tempos depois, designer teve que contratar funcionários e inaugurar sua empresa, a loja virtual La Reina Madre.
"Hoje, tenho uma carteira de 600 clientes fixos, que sempre visitam o site em busca de novidades, e uma média de dois mil acessos diários", conta. Ela vende para todo o Brasil e também já começa a exportar suas peças.
Passo a Passo
Segundo o diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, antes de inaugurar seu site na internet, o empresário deve planejar com cuidado, inclusive passando a oferecer atrativos e serviços que talvez ofereça em sua loja física.
Não existe e-commerce sem marketing.
Principalmente no caso de pequenos negócios, é preciso "avisar" aos clientes de que há um 'braço' na internet. "Sites de busca são uma ótima vitrine, na qual é possível planejar ações de divulgação a baixo custo", recomenda Rolim.
Pense na logística.Uma vez na rede, pessoas de todo mundo terão acesso a seus produtos e você deve estar pronto a oferecer condições de fazer a mercadoria chegar ao consumidor. "Os Correios têm boas propostas, inclusive com a garantia de levar o produto de volta á empresa caso o consumidor verifique algum problema", comenta o diretor.
Facilite o pagamento. Cerca de 80% das vendas na internet são via cartão de crédito. Você precisa oferecer essa opção ao seu cliente ou corre o risco de ele se sentir frustrado e não voltar mais ao site.
Procure ajuda. O Sebrae-SP e outras instituições dão orientações ao empresário sobre como ele pode ter um "braço" do seu negócio no mundo virtual. Mais informações em www.sebraesp.com.br e www.camara-e.net.
Apareça no mundo virtual
Se ainda não é possível ter o próprio site da sua empresa, não ignore a internet e comece a aparecer. Uma alternativa é ter um blog. Sites com www.blogger.com e http://pt-br.wordpress.com são ferramentas gratuitas e simples de usar.
O interessante no caso dos blogs é oferecer um serviço a seu cliente, de modo que ele se sinta motivado a acessar a página. No caso de um restaurante, por exemplo, o empresário pode dar dicas de alimentação saudável. Se for uma loja de roupas, o blog pode informar sobre como usar os acessórios de moda corretamente. Mas isso vai demandar esforço do empresário, pois um blog é uma ferramenta que deve estar sempre atualizada, com informações verdadeiras.
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